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O Farol de Regufe foi construído nos anos 1885 e 1886 mas só começou a funcionar em 1892. Constituído por uma torre cilíndrica sustentada por três escoras de ferro, o farol tem uma altura de 22 m. Toda a estrutura está pintada de vermelho. O aparelho lenticular instalado era de 5ª ordem iluminado por um candeeiro a petróleo. Tinha um alcance luminoso de 7 milhas. Em 1951 foi electrificado. Juntamente com o farolim da Lapa, o Farol de Regufe definia ao enfiamento da barra de Póvoa do Varzim. O farol foi extinto em Dezembro de 2000.
Foi no dia 1 de Dezembro de 1920 que o Farol de Alfanzina acendeu pela primeira vez a sua luz com o objectivo de iluminar o horizonte a partir do Cabo Carvoeiro do Algarve. O farol é composto por uma torre quadrangular forrada a azulejo e com 15 metros de altura. O aparelho instalado foi um de 3ª ordem emitindo dois relâmpagos brancos de 15 em 15 segundos. Em 1950 começa a funcionara a incandescência eléctrica. Dois anos depois é construída mais uma habitação para um faroleiro e respectiva família. No início da década de 1980, o farol é ligado à rede eléctrica nacional e automatizado. Actualmente tem uma alcance de 29 milhas e apresenta uma característica de dois relâmpagos brancos num período de 15 segundos.
Localizado no extremo Este do Ilhéu de Cima, estava inicialmente previsto a sua edificação no Ilhéu da Cal. De acordo com a memória descritiva e justificativa do projecto de 1896, previa-se que o custo do farol ascendesse aos vinte e um contos e quinhentos mil reis. O farol é composto por uma torre com 6,30 metros de altura construída com calcários extraídos no local. Em 1923, o farol foi ampliado, aumentando a sua capacidade de 4 para 5 faroleiros e respectivas famílias. Inicialmente iluminado a partir de um candeeiro a petróleo, em 1935 passou a funcionar com incandescência de vapor de petróleo. Foi electrificado em meados da década de 1950 passando a ter um alcance de 46 milhas. A óptica lenticular de Fresnel de 2ª ordem é substituída em 1981 por um sistema de lâmpadas PRB 21 que garante um alcance luminoso de 29 milhas. O Farol do Ilhéu de Cima apresenta uma característica de três relâmpagos de cor branca, com período de 15 segundos.
Construído em 1934, o Farol das Contendas foi equipado com uma óptica de 3ª ordem com 500 mm de distância focal, movida por um aparelho de relojoaria. A sua característica era um grupo de 4 relâmpagos com período de 15 segundos, que se mantém até aos dias de hoje. Iluminado através da incandescência de vapor de petróleo, o farol tinha um alcance de 32 milhas. Em 1985 foi electrificado passando a ter um alcance luminoso de 38 milhas. Aquando da substituição da lâmpada em 1983, o alcance foi diminuído para 23 milhas. Em 1985, são introduzidos dois sectores de luz vermelha, de modo a avisar a navegação de zonas mais perigosas como os ilhéus dos Fradinhos.
Previsto no Plano Geral de Alumiamento e Balizagem de 1883, a construção do farol na ponta da Piedade fez com fosse necessário demolir a ermida existente no local. Não foi pacífica a demolição da Ermida de Nossa Senhora da Piedade, mas o farol acabou por ficar concluído 1913, entrando em funcionamento no dia 1 de Julho do mesmo ano. A torre com uma altura de 9 m foi equipada com um aparelho de 4.ª ordem permitindo um alcance de 20 milhas. Em Maio de 1958 o farol foi electrificado. Actualmente apresenta uma característica luminosa simples com relâmpagos de cor branca e período de 7 segundos com alcance luminoso de 20 milhas.
Apesar de já estar previsto um aparelho de 2.ª ordem no Plano Geral de Alumiamento e Balizagem de 1883 e posteriormente um de 3.ª ordem pela Comissão de 1902 para a Ponta da Ilha, o farol só começou a ser construído em 1942. Concluído em 1946, o farol cuja torre tem 19 m foi equipado com o aparelho de 5.ª ordem existente no farol da Serreta. Em Agosto de 1958, o farol foi electrificado e viu o seu alcance aumentar para 35 milhas. Dois anos depois o aparelho foi substituído por um idêntico, inicialmente previsto para equipar o farol da Amêijoa, em Setúbal que nunca chegou a ser construído. Em 1987, o aparelho foi de novo substituído por um pedestal rotativo de ópticas seladas. Actualmente apresenta uma característica de grupos de três relâmpagos brancos, período de 15 segundos e um alcance de 24 milhas. O Farol da Ponta da Ilha também é conhecido por Farol da Manhenha.
Projectado em 1865, o Farol da Ponta de S. Lourenço só foi concluído em Setembro de 1870. Fica localizado na ponta Este da Ilha da Madeira, no local conhecido por Ilhéu de Fora, a 105 m de altitude. Equipado com uma lente de 2.ª ordem, o farol apresentava inicialmente uma luz branca com clarões de 30 segundos em 30 segundos e luz fixa nos intervalos. Iluminado com um candeeiro de azeite, o seu alcance era de 25 milhas. Pouco anos depois viria a ser alimentado a petróleo. Em 1912 sofreu grandes obras de remodelação e ampliação. A introdução da incandescência por vapor de petróleo, em 1930, fixou o seu alcance em 26 milhas. Em 1956, a lente original foi substituída por uma de 3.ª ordem tendo-se também procedido à electrificação do farol. Cento e treze anos depois da sua entrada em funcionamento, o Farol da Ponta de S. Lourenço viria a ser automatizado. Tem actualmente um alcance de 27 milhas e uma característica de relâmpagos de cor branca com período de 5 segundos.
O Farol de Esposende fica localizado no Forte São João Baptista de Esposende, junto à barra do Rio Cávado. O farol entrou em funcionamento em Dezembro de 1866. Tratava-se de um farolim de luz vermelha instalado numa estrutura metálica. A sua luz tinha um alcance de 7 milhas e foi uma das primeiras em Portugal a funcionar a petróleo. Cedo se verificou que a luz instalada era insuficiente mas só em Abril de 1925 terminaram as obras de requalificação. Nesse ano para além da nova lanterna com aparelho de 5ª ordem de luz fixa, recebeu igualmente uma nova estrutura metálica. No ano seguinte viu o seu alcance de 11 milhas ser melhorado para 13 milhas. Em 1938 a ligação à rede eléctrica permitiu que a luz deixasse de ser fixa e mais uma vez o seu alcance foi melhorado para 22 milhas. O sinal sonoro existente sobre a lanterna foi retirado em 1978 e dois anos depois a lente Fresnel foi substituída por um sistema monobloco rotativo de painéis de ópticas seladas. Apresenta actualmente uma característica luminosa de relâmpagos simples com período de 5 segundos e um alcance de 21 milhas.
A instalação de um farol no cabo Sardão estava prevista no “Plano Geral de Allumiamento e Balisagem dos Portos e Costas Maritimas do Continente do Reino e Ilhas Adjacentes”, conjecturado pelo Decreto de 15 de Janeiro de 1883. De acordo com o projecto inicial, a altura da torre era de 8,80 m o que dava uma altitude total de 71,60 m. O edifício e anexos, dispostos apenas em piso térreo, tinham como finalidade alojar os quatro faroleiros, depósito de petróleo, arrecadações e alojamento para oficial de inspecção. A 15 de Abril de 1915 entrou em funcionamento. Publicava-se no Aviso aos Navegantes que a luz era branca, com um alcance 29 milhas. No ano de 1950, com a introdução da energia eléctrica, viu o seu alcance ser aumentado para 42 milhas. A sua ligação à rede eléctrica só viria a acontecer em 1984. Actualmente tem um alcance luminoso de 23 milhas, emitindo grupos de três relâmpagos com período de 15 segundos.
O Farol do Bugio encontra-se instalado no forte do Bugio, também conhecido por forte de São Lourenço. Este forte integrava o sistema defensivo de forte na barra do rio Tejo. As obras para a construção do forte foram iniciadas em 1586 mas só terminaram após a restauração da independência portuguesa. Em 1640 o forte ainda não estava concluído mas já tinha armamento e guarnição. O seu governador na altura era o capitão espanhol João Carrilho Rótulo, o qual entregou o forte às forças portuguesas sem resistência. O farol viria a ser instalado em 1775 por via do alvará pombalino com força de lei de 1758. Em 1836 foi montado um novo aparelho que produzia eclipses de 3 em 3 minutos e durando os clarões 10 segundos. O farol era iluminado por 16 candeeiros de Argand equipados com reflectores parabólicos, tendo um alcance de 16 milhas. Consumia cerca de 12 litros por dia de azeite. Em 1895 foi substituído por um aparelho lenticular dióptrico de 3ª ordem trabalhando já a petróleo. Em 1933 passou a utilizar o gás como fonte de energia e em 1946 a incandescência a vapor de petróleo. No último dia do ano de 1959 começou a funcionara a electricidade, graças à instalação de dois grupos electrogéneos. Em 1994 foi instalada uma lanterna omnidireccional de 300 mm de luz eclipsada, e um novo sinal sonoro, passando a funcionar com energia solar. Na década de 90, com estado de degradação das muralhas do forte, devido à forte exposição à violência das vagas, o farol esteve perto da sua total ruína. Actualmente emite relâmpagos de cor verde com um período de 5 segundos e alcance de 21 milhas.
Mandado edificar pelo alvará com força de lei a 1 de Fevereiro de 1758, o Farol do Cabo Carvoeiro entrou em funcionamento em 1790. A lanterna assenta numa torre de 20,6 m de altura de quatro faces. Nos seus primórdios a luz do farol era produzida por 16 candeeiros de Argand com reflectores parabólicos dispostos em árvore. O consumo de azeite ultrapassava as 2 toneladas por ano sendo o seu alcance era de 9 milhas. A Comissão de Faróis e Balizas, em Julho de 1881, iniciou a preparação do Plano Geral que previa para o Cabo Carvoeiro um farol de 3ª ordem de luz fixa branca com 17 milhas de alcance. Em 1886 iniciam-se as obras de restauração dos edifícios e implementação do Plano Geral. A luz passou a ser fixa de cor vermelha, passando a luz fixa branca, o que não chegou a acontecer, quando o farol do Cabo Mondego fosse remodelado. O aparelho passou a funcionar a petróleo e consumia cerca de 1,5 toneladas por ano. No ano de 1923 o aparelho é substituído por um de 4ª ordem movimentado por uma máquina de relojoaria, emitindo grupos de quatro relâmpagos vermelhos de dez em dez segundos. A partir de 1947 passa a funcionar a gás sendo electrificado 5 anos depois. Actualmente é composto por um painel rotativo de ópticas seladas com um alcance de 15 milhas. Emite um grupo de três relâmpagos de cor vermelha com um período de 15 segundos.